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📍 Mato Grosso | 📅 Quarta, 11 de Fevereiro | --:--
População de rua cresce 12% em Mato Grosso: Cuiabá concentra o maior número de registros

Um levantamento recente aponta que a população em situação de rua em Mato Grosso cresceu 12% no último ano, evidenciando um desafio crescente para as políticas públicas de assistência social. O estado, que acompanha uma tendência nacional de vulnerabilidade, tem em sua capital, Cuiabá, o maior foco dessa realidade, concentrando a maioria absoluta dos registros e demandando ações urgentes de acolhimento e reintegração social.

Entenda o cenário atual em Mato Grosso

Os dados revelam uma face preocupante do estado. O crescimento de 12% indica que centenas de novas pessoas passaram a utilizar as ruas como moradia ou meio de sobrevivência em 2025 e início de 2026. Fatores como o desemprego, a desigualdade social e o êxodo de outros estados em busca de oportunidades no agronegócio — que nem sempre se concretizam para todos — são apontados como os principais motores desse aumento.

Cuiabá como o epicentro da vulnerabilidade

A capital mato-grossense continua sendo o principal ponto de convergência. Por possuir a maior infraestrutura de serviços e maior circulação de capital, Cuiabá atrai indivíduos em situação de vulnerabilidade de diversas regiões. No entanto, a rede de assistência municipal enfrenta sobrecarga, com centros de acolhimento (Hospedagem Solidária e Centros POP) operando frequentemente em sua capacidade máxima.

Perfil e principais necessidades

O levantamento destaca que a maioria dessa população é composta por homens em idade produtiva, mas tem crescido o número de mulheres e famílias completas ocupando praças e viadutos. Além da alimentação e higiene básica, a principal demanda identificada é a qualificação profissional e o tratamento para dependência química, fatores essenciais para retirar essas pessoas da invisibilidade social.

Desafios para as políticas públicas

Especialistas e gestores discutem agora a necessidade de fortalecer o Cadastro Único (CadÚnico) para mapear com precisão quem são essas pessoas e garantir o acesso a benefícios federais e estaduais. O desafio reside em criar uma política que vá além do assistencialismo imediato, focando na moradia assistida e na inserção real no mercado de trabalho local.

Fonte: Adaptado de Sapicuá | Acesse original AQUI.

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