A Justiça de Mato Grosso proferiu uma decisão de impacto contra a mãe do prefeito de Nossa Senhora de Livramento, Silmar de Souza. Além do bloqueio de bens no valor de R$ 1 milhão, a magistrada determinou o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros investigados. A medida ocorre no âmbito de uma investigação que apura supostas irregularidades e possíveis desvios de recursos públicos na região, colocando a administração municipal sob os holofotes do judiciário.
Entenda o Caso
A decisão judicial é fruto de uma investigação detalhada sobre esquemas que teriam beneficiado familiares de agentes públicos. O bloqueio de R$ 1 milhão visa garantir o ressarcimento aos cofres públicos em caso de condenação definitiva. A aplicação da monitoração eletrônica foi considerada necessária pela Justiça para garantir a ordem pública e impedir a continuidade de possíveis práticas ilícitas, além de evitar interferências no processo de coleta de provas.
Medidas Cautelares Aplicadas
Além da tornozeleira e do bloqueio financeiro, foram impostas outras restrições rigorosas. A envolvida está proibida de frequentar órgãos públicos da Prefeitura de Nossa Senhora de Livramento e de manter qualquer tipo de comunicação com testemunhas ou outros servidores citados no inquérito. O descumprimento de qualquer uma dessas medidas pode acarretar em sanções mais severas, inclusive o pedido de prisão preventiva.
Repercussão na Gestão Municipal
O caso gera instabilidade política em Nossa Senhora de Livramento. O prefeito Silmar de Souza, embora não tenha sido o alvo principal destas medidas específicas de bloqueio imediato nesta fase, vê sua gestão diretamente atingida pelo envolvimento familiar. A defesa da mãe do prefeito alega inocência e afirma que os valores bloqueados são de origem lícita, prometendo recorrer da decisão para retirar o equipamento de monitoramento.
Próximos Passos da Investigação
O Ministério Público Estadual (MPE) continua analisando documentos apreendidos para identificar se há ramificações do esquema em outras secretarias. O foco agora é cruzar dados bancários e contratos firmados pela prefeitura nos últimos anos. A expectativa é que novas testemunhas sejam ouvidas nos próximos dias para esclarecer o fluxo dos recursos que motivaram o bloqueio milionário.
Fonte: Adaptado de Poconé Net | Acesse original AQUI.
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